Baluartes no Histórico da Comunidade
Padre Pio
“[...] No final do ano de 2001 o Senhor me conduziu até Padre Pio. Conforme eu ia estudando e ouvindo falar da vida do Padre eu fui percebendo que este ser “apenas um frade que reza” era o modo como eu queria ser de Deus. Não queria ser padre, mas queria que minha atividade pastoral fosse o transbordamento daquilo que o Senhor fez em mim na oração.
Neste caminho espiritual o Senhor me deu a graça de conhecer o FAC que fez reacender em mim o zelo pela evangelização explicita e audaciosa no poder do Espírito. Foi no FAC que o Senhor me ensinou o modo de unir a vida de Francisco e de Pio, foi aí que Ele modelou minha espiritualidade como anuncio alegre do Amor de Deus que parte de uma profunda experiência cotidiana desse amor (paresia)...”
Santa Teresa
“[...] Esse tempo de escuridão foi o tempo que o senhor quis me entregar Teresa como caminho seguro para viver como autentico Ostensório Vivo na via de Francisco e Padre Pio. A leitura de Castelo Interior descortinou aos meus olhos o caminho espiritual da comunidade. Hoje percebo que esse foi um tempo de deserto no qual o Senhor quis me formar, segundo o seu Coração, para o Carisma.”
São Francisco
“[...] Como minha Comunidade era São Francisco fui descobrindo o mistério de Deus que toca a vida de Francisco de Assis e fui me identificando com Francisco: queria amar ao Senhor como Ele amava, queria viver o evangelho com a mesma radicalidade que ele vivia, queria fazer o Amor ser amado por todos os homens. Foi assim que adotei o tau para minha vida. Nunca mais este sinal bendito deixou meu peito e foi esse o sinal que mais tarde eu assumi como marca da minha consagração a Deus.
O Senhor foi me conduzindo ao longo dos anos por caminhos de oração pessoal, adoração, louvor, evangelização e penitencia. O Senhor fazia arder em mim o desejo de ser santo para Ele e como Ele queria. São Francisco tornou-se um grande companheiro de jornada, com quem aprendia como ir mais além no amor ao Senhor.”
Os três Baluartes
“(...)Francisco sempre foi meu exemplo de como seguir Jesus na radicalidade do Evangelho. Padre Pio se tornou o confidente mais intimo do meu coração e modelo exemplar de união entre a vida mística e ascética no trabalho apostólico. Teresa me educou para a vida de oração e descortinou ante meus olhos a beleza do Amor Esponsal por nosso Senhor Jesus como minha vocação específica na Igreja e para a Igreja.
Foi no ano de 2005 que a espiritualidade da comunidade foi definida: uma espiritualidade herdada do cenáculo em vista da plena vivência do amor esponsal por nosso Senhor Jesus Cristo, numa total dependência d’Ele.
O amor esponsal, na comunidade é:
· Cristocêntrico: herdado da espiritualidade de Francisco, onde o Cristo Senhor Ressuscitado que passo pela Cruz ocupa o centro e é a razão de nosso viver e agir; Ele é a Palavra viva e vivificante; a Ele entregamos nossa vida de modo total e radical;
· Interior: como no carisma teresiano, buscamos o Amado no interior do nosso coração; como ostensórios, o Senhor habita em nós, nossa vocação é permanecermos nos sétimo quarto do nosso coração, onde nosso Amado deseja estar para encontrar conosco e nos falar o seu segredo de amor;
· Apostólico: nossa contemplação, como a de Padre Pio, nos impele imediatamente para a ação de fazer com que todos os que estão junto a nós ardam deste mesmo amor que o Senhor acendeu em nós”
Extraído de: Histórico Ostensório Vivo, por Pedro Paulo
Baluartes em nossos escritos
Nosso Carisma
“[...]Deus para nós, mas no nosso caminho interior contamos com alguns baluartes que nos precederam nesse caminho. São eles: Francisco de Assis, de quem a vida de consagração herdamos com alegria e a quem temos como modelo para seguir Jesus de perto no amor ao Amado; Padre Pio, de quem aprendemos que o principal apostolado consiste no interior para que daí possamos levar as almas para Deus através de nossa entrega de amor no altar do Senhor; Tereza d'Ávila, de quem aprendemos o caminho interior de encontro com o Amado de nossa alma.”
Alma Esponsal
“[...]Como realizar tal obra? O caminho de Santa Tereza. Um modelo de como vivê-lo? A vida São Francisco. Um meio de conciliar a ascese e a mística de nossa vocação? A vida de São Pio. Nossos baluartes nos precedem no caminho que o Senhor traçou para nós e estão prontos a nos introduzir na realização da real vontade de nosso grande Deus e Senhor.
Eleição
“[...] Para contemplarmos melhor o mistério da nossa eleição fixemos os nossos olhos em Francisco de Assis que percebeu valer o que era diante de Deus e nada mais, que se sabia pequeno e pecador e a partir dessa graça dada por Deus ele pode se despojar de tudo e de si para receber e acolher de Deus o selo da eleição. Como a Francisco, Deus não nos escolheu pelos nossos méritos mas pelos méritos de Jesus, nosso Grande Deus e Senhor, e para Ele e nos selou, no Espírito Santo, como almas eternamente desposadas....
... Mas como viver amor tão intenso sem nos determos bom tempo aos pés do Senhor Sacramentado? É d'Ele que aprendemos o Caminho e só em companhia d'Ele o poderemos percorrer. Vivendo aos pés de Jesus faremos a experiência de Emaús: seremos abrasados e desse fogo aceso em nós faremos ecoar pelo mundo que aquele que passou pela cruz está de pé, venceu.
Essa experiência marcou Francisco e era dessa fonte que Ele se saciava todos os dias: amava o Amor com ardente desejo de ver o Amor sendo amado por todos os homens. A alma a quem o Espírito abrasou de amor esponsal não se contenta enquanto mundo inteiro não for afogueado pelo amor ao Senhor. Nossa relação com o Senhor nos envia ao encontro do outro com o amor que d'Ele recebemos pra sermos Ostensórios Vivos que possibilitam o outro a graça de fazer um encontro pessoal com Deus pelo serviço que lhe prestamos.
Via de Amor Alma Esponsal
“[...]Nos nossos baluartes encontramos a maneira de viver o nosso carisma e a intercessão poderosa para que sejamos fiéis. Como eles, também nós fomos escolhidos pelo Pai, que muito nos conhece, para sermos almas esposas do Filho, que o acompanham aonde quer que Ele vá, consagradas e seladas no Espírito Santo, que nos enche e plenifica...”
Alverne
“[...] O monte Alverne foi, na vida de Francisco, lugar onde Deus o ensinou a graça do amor incondicional, do amor esponsal. Deus quis que a Vida de Francisco de Assis ressoasse em nossos corações e nos chamou para vivermos o Evangelho no mesmo caminho que nosso amado São Francisco começou a trilhar. Portanto, para que sejamos fiéis ao chamado que Deus nos faz, aceitemos o convite de Francisco e subamos com ele o Alverne de nossa vocação para aí aprendermos a amar ao nosso Grande Rei e Senhor com tudo o que temos e somos, pois Deus não nos pede para darmos mais a Ele, Ele nos pede para darmos tudo...
...Francisco nos ensina a ir pelo mundo inteiro pregando o Evangelho e quando for necessário usar as palavras, assim queremos prosseguir...
...São Francisco nos diz que seria uma vergonha para nós, servos do Deus altíssimo, terem os santos praticado tamanhas obras de amor e nós querermos receber honra e glória somente por contar e pregar o que eles fizeram. Nós somos convidados a trazer escrito em nossa vida, em nossas ações, o Evangelho. As pessoas devem encontrar o Senhor não só pelo que falamos, mas antes pela maneira como vivemos. Deus não nos constituiu comunidade para fazermos muitas coisas, mas para sermos sinais de sua presença redentora no mundo. Por isso terminamos o nosso dia repetindo: “Comecemos a servir a Deus, pois até agora nada fizemos”; vivemos em uma conversão diária, até chegarmos à estatura de Cristo, Senhor Nosso...”


