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quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

Liberdade, felicidade e carnaval combinam?



Sim, mais uma vez na luta para fazer com que mais um coração conhecesse Jesus. É claro que você sabe que existem lugares no mundo onde todos os assuntos são tratados por “doutos especialistas” em qualquer área e que, por serem “doutores” em tudo, essas pessoas sempre nos dão o que pensar... ainda mais quando estão falando de nós, pessoas!


O “lugar de sabedoria” desta vez é uma barbearia. Sim! No universo masculino, ali e resolve todos os problemas e se sabe de todos os assuntos...
Depois de me sentar na cadeira pra cortar o cabelo, rezando e pedindo a Deus que me desse uma Palavra que gerasse para mim a oportunidade de Anunciar o Evangelho, entendi que o silêncio que Deus fazia era a oportunidade de escutá-Lo na boca dos rapazes que estavam ali e que faziam planos animadíssimos para o fim de semana e que, com um certo tom de vantagem, compartilhavam com o jovem barbeiro e comigo: Carnaval da Liberdade!
Bem... o assunto deles girava em torno de quanto se divertiriam no carnaval por conta das meninas e da bebida, o que era muito incentivado pelo meu amigo barbeiro! Entre uma idéia e outra, repetia-se, quase como que um mantra, que esse seria o carnaval livre, carnaval da liberdade, de fazer de tudo o que quisessem, de serem livres...
A esta altura não me contive. Olhando pelo espelho, mirei o rapaz que estava atrás de mim e perguntei: “por que só esse carnaval vai ser da liberdade? O que foi nos outros diferente do deste ano?”
O garoto ficou meio sem entender por alguns segundos, e depois me respondeu: “Pô! Sei lá... tipo, antes... Hi! Sei não! Ah! Sempre foi meio igual, entende?” A isto respondi: “Hum... Antes você disse que este carnaval vai ser diferente por que vai ser livre... E agora você me diz que ele vai ser igual a todos os outros! Sabe o que isso quer dizer? Que o que você chama de liberdade são as grades da tua prisão, que você abraça e beija, mas que te condenam a estar sempre no mesmo lugar!”E partindo disso falamos sobre como o nosso coração deseja ser livre e não sabe como; de como só um felicidade infinita pode nos saciar... enfim, chegamos a Jesus e ao seu amor que nos faz livres. Rezamos juntos e eu convidei os três (barbeiro e os meninos) para um carnaval diferente, um carnaval que não acaba na quarta-feira, mas que tem gosto de eternidade!
Sim, um carnaval no seu sentido mais próprio. Ora, essa festa é nossa! Infelizmente deixamos que nossa experiência de “festa da carne” fosse vendida como festa do pecado. E não me refiro aqui apenas ao dado religioso. Quando falo de pecado, falo no seu sentido original: errar o alvo, fracassar, morrer! Para muitas pessoas, estes quatro dias são oportunidade de expressar e radicalizar a falta de sentido que as atormenta ao longo de um ano inteiro, fazendo com realizem verdadeiras loucuras para serem “livres” e para alcançarem a “felicidade”. Isso é o que vemos no carnaval!
Quando digo que esta festa é nossa, quero dizer que é a festa da humanidade redimida e vivenciada a partir de Jesus, por isso ela é colocada antes da quaresma, como um sinal e um lembrete de que nossa carne é redimida pelo Filho de Deus que deu sua vida por nós, que ressuscitaremos na carne para participarmos da glória de Deus, que esta vida presente na carne é um peregrinação para nossa pátria definitiva. É à luz do evento da vitória pascal de Cristo que entramos na quaresma. Sem isso, sem entender que nossa vida tem por centro o mistério pascal, nada mais que façamos terá sentido! Tudo será procura, desculpa dizer, “minha procura, por si só” (como canta Ana Carolina) não é o que queremos achar. Queremos preencher a nossa vida de realidade, de verdade, de alegria que não passa! É isso que a festa do carnaval quer nos dizer: que a nossa vida e a nossa realidade humana tem um desejo que esta vida não pode satisfazer, que o prazer não pode satisfazer... tudo isso é meio, linguagem para que cheguemos ao verdadeiro fim: a felicidade que não passa! Isso é liberdade!
O verdadeiro carnaval da liberdade é a festa de todos os dias sermos capazes de vivermos nossa vida com a dimensão de eternidade que ela tem, de sermos verdadeiramente humanos, gente, pessoa por que é assim que fomos constituídos como filhos de Deus. Liberdade não é fazer o que queremos, mas sim agir em concordância com o que somos, pois só isso nos realiza, nos preenche, nos faz cada vez melhores e torna nossa vida luz na vida dos outros.
Pergunto a você o que perguntei aos meninos da barbearia: o que esse carnaval vai ser diferente dos outros?
Não se esqueça, o que chamamos liberdade, pode ser, às vezes, a mais tirana prisão: não é o que fazemos e sentimos o que nos faz feliz, mas a realização de quem nos somos.  Antes de por a máscara e ser outra pessoa por quatro dias, queira mergulhar na mais emocionante e maravilhosa aventura de descobrir que você é, por que senão, entre uma máscara e outra, entre um ano e outro, podemos esquecer quem somos e qual o nosso rosto verdadeiro.
 “Achei que era liberdade, mas na verdade, eram as grades da prisão” (Engenheiros do Havai)




Pedro Paulo Rodrigues Santos, Fundador da Comunidade Ostensório Vivo, é seminarista, bacharel em Filosofia pela Universidade Católica de Petrópolis e está cursando Teologia no Seminário Diocesano Nossa Senhora do Amor Divino.




quinta-feira, 4 de outubro de 2012

São Francisco de Assis, modelo sempre atual do Amor a Deus


           
           Francisco de Assis (1182 -1226) é um grande amigo. Um amigo muito caro de tantos que desejam viver e arder de amor a Cristo Jesus com tudo o que tem e são. Sim, modelo por que não se quis como modelo, mestre por que se fez discípulo fiel. Poderíamos ouvir de seus lábios o que São Paulo disse aos (...) “sede meus imitadores como eu sou de Cristo”. Hoje, meditamos com Francisco no Amor que une a si e em si transforma a todos os que se aproximam d’Ele, este Amor que arde por derramar-se em todos os corações, este Amor que é Deus, o Senhor. (cf. IJo:)  
       
            Na nossa Vocação, tantas vezes entendemos e dizemos que o Senhor nos deu um “Caminho de santidade”, uma “Via de amor” a Ele (cf. Is: 43, 19ss). Sempre ouvimos e pregamos sobre o fato de que “o amor a Deus é uma decisão de dar a vida interia”, de “ser vida ofertada” a Deus como “um holocausto permanente de amor” em união íntima com o Cristo Jesus na Cruz, para assim manifestarmos ao mundo o poder da Ressurreição de Cristo. Essa inspiração, esse clamor de Deus, este anseio de ser “todo oferta” é um dom de Deus que veio até nós por meio de Francisco de Assis.

            De fato, um caminho não foi feito para ser teorizado, mas para ser percorrido. A espiritualidade de Francisco não é um conjunto de ensinamentos teóricos, mas um caminho pessoal e interior que precisa ser percorrido individualmente por cada discípulo. Sua vida interior tem um centro: Cristo Ressuscitado na Cruz, que no ícone de São Damião lhe fala e lhe convida a ir “reconstruir a Igreja” pela santidade de sua vida. Tudo na vida interior deve? partir do encontro com o Cristo Ressuscitado que passou pela Cruz e tudo deve nos conduzir a Ele. Por isso rezamos, fazemos penitências, evangelizamos: por que encontramos a Cristo e fomos impactados pelo poder da sua ressurreição que nos tocou e destruiu a morte em nós! Hoje vivemos a vida d’Ele no amor!

            Como se vê, o caminho que Francisco abriu para nós mantém-se como um caminho seguro e muito bem balizado, mas que só pode ser percorrido por pobres e simples, pois é uma contemplação que só os simples são capazes de fazer: a contemplação da presença de Deus no cotidiano da vida, em cada situação e momento, como que uma santa ansiedade para em todas as coisas dar glória ao Senhor do céu e da terra. Sim, uma contemplação que nos leva a uma profunda união com Deus, união que se faz estável e que não se interrompe no meio das mais diversas atividades. Uma união que nos lança completamente no Amor vivo de Deus que arde e que nos faz arder de amor por Ele. É esta união de amor que nos configura a Cristo. Em Francisco, esta configuração se manifestou até em sua carne, pelos sagrados estigmas impressos pelo amor em seu corpo. Mas para todos nós este é um caminho: precisamos trazer em nossos corpos, pela união de amor com Deus, as marcas de Cristo Ressuscitado que passou pela Cruz e que mantém as suas chagas como um sinal de amor, como a aliança com a qual Ele quis desposar as almas para a Eternidade!

            Esta disposição da vida inteira a Deus e ao seu amor gera uma profunda espiritualidade encarnada, não só pela verdade de sua fundamentação teológica que é o fato da Encarnação do Verbo, de sua kénosis (esvaziamento), que visa a Cruz e a Ressurreição, que se atualiza na Eucaristia, mas antes, este “Cristocentrismo” gera um cuidado e um amor por toda a realidade do corpo de Cristo: a Igreja e os irmãos.  Viver o amor esponsal a Jesus Cristo é viver intensamente unido à Igreja com amor apaixonado por ela e, ainda, é fazer-se dom para os irmãos mais necessitados de tudo: os pobres.

            Penso que “pobres” pode significar bem mais do que aqueles que não têm algo. Penso que pobre é todo aquele que tem carência do que lhe é vital. Então, neste sentido, a pior pobreza é a pobreza do não conhecer e não amar a Deus. Sem a evangelização, nosso serviço aos pobres pode se tornar apenas assistencialismo social, filantropia que qualquer um poderia fazer. Com Francisco, entendemos que nossa mão deve se estender para dar o pão ao que tem fome ao mesmo tempo que, com sorriso nos lábios, nós lhe anunciamos que Deus é amor e nos salva em Cristo Jesus.

            Sim, esta é a via da minoridade, a via dos pequenos, dos que sabem que foram eleitos por Deus por serem pecadores, por serem fracos e por serem amados até a Cruz. Porque somos os menores, servimos aos nossos irmãos com o amor que recebemos de Deus. O que temos para dar? Diz-nos a experiência espiritual de nossa Comunidade:
Se nos perguntarem o que deixaremos para a próxima geração e qual será a diferença impressa no mundo por nós, responderemos: “Deixaremos, por vocação, a presença do Senhor Jesus que transformou nossas vidas e transforma o mundo. Aos desamados manifestamos amor; aos feridos no corpo e na alma fomos remédio e cura de Deus; aos necessitados fomos auxílio; aos sedentos da graça fomos canais do amor de Deus; aos que se tinham perdido, restituímos a dignidade de filhos de Deus. Ficamos ao lado daqueles que o Senhor tanto ama, pois o ostensório vive para que o Senhor seja amado e adorado, para levar a luz do Senhor onde as trevas reinavam. (El, 10)

            Francisco é posto diante dos nossos olhos, antes de tudo, como um modela de radicalidade e amor no seguimento de Cristo. Tudo na sua vida tinha por meta e sentido o encontro com Cristo, o seu e de todas as pessoas a quem o Senhor lhe desse a graça de encontrar. Seria uma redução, no mínimo, chamar Francisco de Assis de o “Pai da Ecologia”, uma vez que de fato, mesmo a sua experiência de amor a Criação toda promana da realidade da redenção obrada por Cristo na Cruz, que nos dá a paz com o criado, que nos faz reconhecer, no Espírito, a bondade e a paternidade de Deus. A atitude de Francisco diante da natureza não era, de modo algum, um “hipismo”, mas antes um fascínio transbordante de louvor a Deus que nos dispensa tanto amor e o manifesta em toda a obra da Criação. Novamente, se destaca que a vida de Francisco tem um centro gravitacional: Deus-Trindade-Santíssima!

            Esta centralidade de Deus na vida, que é vivenciada na união habitual com Deus na oração interior, nos remete a uma correta ordenação do amor a tudo, inclusive a nós mesmos. Nos Estatutos da Comunidade temos um ensino que me parece bem pertinente e herdado de Francisco: Em primeiro lugar o louvor e a glória de Deus, depois a alegria dos meus irmãos, em terceiro e último, o sacrifício para mim. Amar a Deus sobre tudo, ao próximo por amor de Deus e a mim mesmo, em Deus, este é um plano seguro de Santidade Franciscana. Digo isso, para que percebamos que em Francisco não existe um dualismo entre o espírito e alma, mas uma correta subordinação da carne ao Espírito, como nos ensina São Paulo em Gálatas 5 (Cf. Carta aos Fiéis, 1, 1-7).


            É dentro deste contexto da primazia da vida no Espírito que podemos entender a escolha de Francisco por viver os Conselhos evangélicos na forma de voto. De fato, a vida franciscana não é, senão, “observar o santo Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo, vivendo em obediência, sem propriedade e em castidade” (Regra Bulada 1,1). Viver o Evangelho! Este é o ensinamento de Francisco que o faz sempre tão atual: ser o que Cristo espera de nós! Ao olharmos para Francisco, hoje, devemos nos animar a imitar a sua vida e a sua entrega, uma vez que ele mesmo nos diz que “é uma grande vergonha para nós, outros servos de Deus, terem os santos praticado tais obras, e nós querermos receber honra e glória somente por contar e pregar o que eles fizeram!” (Admoestações, 6). Que este Gocce nos leve a contemplar em Francisco um modelo seguro que podemos seguir para viver Cristo! A todos os que o leem, desejo os frutos da Cruz: Paz e Bem!


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Pedro Paulo Rodrigues Santos, Fundador da Comunidade Ostensório Vivo, é seminarista, bacharel em Filosofia pela Universidade Católica de Petrópolis e está cursando Teologia no Seminário Diocesano Nossa Senhora do Amor Divino.

quarta-feira, 19 de setembro de 2012

Maria e a Palavra de Deus:



Em vista de o mês de setembro ser, pela Igreja no Brasil, reconhecido como o “mês da bíblia”, propomos para ele uma reflexão sobre a relação de Maria, tendo em vista que ela é o nosso modelo mais perfeito depois de Cristo, e como dirá S. Luiz de Montfort: “Aquela que não existe senão para Deus e que une a alma a Ele com mais perfeição...” (SM, 2010, p.36), com a Palavra de Deus, depositada na Sagrada Escritura, enquanto “Palavra de Deus redigida sob moção do Espírito” (CIC,81), mas também em toda revelação Divina, incluindo Tradição, que “vem dos apóstolos e transmite o que estes receberam de Jesus e por meio do Espírito” ( CIC, 83). Para assim, juntos podermos meditar sobre a importância e frutos da intimidade com a Palavra, pela via da experiência mariana.

Dirá Bento XVI (09/082005): Maria vivia da palavra de Deus, estava imbuída da palavra de Deus: seus pensamentos eram os pensamentos de Deus, as suas palavras as palavras de Deus. E este ‘estar’ imersa na palavra de Deus, este “ser” totalmente familiar com a palavra de Deus, dá-lhe também a luz interior da sabedoria. E, assim, Maria fala conosco, convida-nos a conhecer a Palavra de Deus, a amar a palavra de Deus, a viver com a Palavra de Deus, a pensar com a Palavra de Deus... lendo a Sagrada Escritura e sobretudo participando na Liturgia”.

Reconhecemos Maria como uma ‘montanha de perfeição’, no Ostensório Vivo identificamo-la com o monte Alverne, e esta montanha somos chamados a escalar, aprendendo com Maria a ser mais de Cristo. No entanto, como diz o ditado popular: “Ninguém nasce sabendo”, e isso vale também para Maria, a reflexão de hoje sugeri-nos ver como tal montanha se formou, e quem sabe assim percebamos melhor como imitá-la.

Nosso Santo Padre dirá-nos de tal modo a relação Maria e Palavra de Deus, que nos parece que nada mais há em Maria que não uma encarnação de tal Palavra, e quando falo de encarnação não me refiro somente ao Mistério da Encarnação no qual Cristo vem ao mundo por Maria, mas de uma encarnação no sentido de que a Palavra se faz vida também na vida de Maria.

E quando pensamos assim talvez com as perspectivas de hoje, de produção, parece discredibilizante pensar que toda vida de Maria, tudo que ela fez foi outra coisa senão viver e imitar tal Palavra. Quando pensamos no alto grau de reconhecimento do conhecimento de alguém hoje, o Doutorado, a primeira exigência que é feita a tal é que proponha ‘algo novo’... Imitar tem pouco valor, é preciso inovar ou superar... No entanto, “... este ‘estar’ imersa na palavra de Deus, este “ser” totalmente familiar com a palavra de Deus, dá-lhe também a luz interior da sabedoria.”, vemos que o Papa coloca a sabedoria de Maria justamente no fato de ela querer, buscar, imitar, desejar, amar, viver, encarnar tal Palavra.

Trata-se da Sabedoria da humildade, a mais nobre e verdadeira sabedoria, exaltada pela própria Virgem: “... Porque olhou para humildade de sua serva, desde agora todas as gerações me chamarão bem-aventurada...” (Lc 1, 48). Tal Sabedoria consiste não na busca pelo conhecimento meramente humano ou temporal, mas reconhecendo que o verdadeiro valor está no que é eterno visto que tudo que é contingente é construído e logo ruí, e, portanto, só o Eterno tem verdadeiramente valor, porque seu valor é absoluto e não passa, essa Sabedoria humilde se lança na busca desta Verdade Eterna, pautando assim a sua vida nela, numa busca coerente de dedicação.

De modo mais simples, visto que: “Céus e terra passarão, mas minha Palavra não passará”, não há nada mais sábio que trocar céus e terra por tal Palavra, querendo-a e vivendo radicalmente com ela, por ela, para ela e nela. E, portanto, não há sabedoria maior nem melhor do que a daquele que “encontrando um tesouro, tudo vende para ganhar esse tesouro”.

Esta é a sabedoria de que o Papa fala que encontramos em Maria, e a qual somos convidados a imitar! Quando contemplamos os testemunhos da Sagrada Escritura a respeito da vida de Maria, não temos como não ver tal consagração total que Maria faz de si à Palavra:
O Magnificat (Lc 1, 46-56): Nele Maria não faz outra coisa senão, estando em uma conversa com sua prima, fazer um compêndio, um resumo, de todo o Antigo Testamento, um louvor que abarca toda fé e esperança de Israel... Maria revela todo seu amor e intimidade com tal Palavra. Ninguém poderia ter feito tal cântico senão com um profundo conhecimento da Palavra, sem verdadeira meditação e contemplação desta, sem que tal Palavra fosse realmente presente, encarnada na própria vida.

Quando olhamos para a anunciação (Lc 1, 26- 38): Aparece a Maria um anjo, e o que ele faz para Maria entender o que ele quer? O que leva ela a confiar em tal anjo, dando o seu sim? O que o Gabriel diz é: “Alegra-te cheia de graça...”, tal saudação, ‘Alegra-te’, não poderia ser outra, é o apelo à alegria messiânica presente nos mais diversos trechos da Sagrada Escritura (Is 12,6; Sf 3,14; Jl 2,21-27; Zc 2,14...), e não poderia ser outro porque aquela a quem ele se dirigia conhecia profundamente bem o que ele dizia, e por isso tal saudação causa a ela temor... Mais uma vez o anjo lhe falará pelas escrituras, sua fala seguinte será mais uma vez inspirada nas mais variadas citações do Antigo Testamento, e é a Palavra de Deus que tranquiliza Maria. E por fim, ela perguntando como isso seria possível, o anjo torna a respondê-la usando a Palavra: “O Espírito virá sobre ti, e a força do Altíssimo te cobrirá com sua sombra...” para ela isso basta para dar o seu sim! E isso porque, a expressão usada pelo anjo, evoca a nuvem luminosa (Ex 13,22; 19,16; 24,16), as asas dos pássaros em (Sl 17,8; 57,2), o criador (Gn 1,2)... Ou seja, evoca a presença de Deus, na experiência toda de Israel encontrada no Antigo Testamento. E porque o que o anjo anuncia e pede a Maria é Palavra de Deus ela já sabe sua resposta: “Eis aqui a serva do Senhor, faça-se em mim segundo a Sua Palavra”. Maria se compromete, se entrega, totalmente à Palavra.

E porque, como diz Bento XVI, o que Maria vive, faz e fala é a Palavra; Vemos nela o Antigo Testamento, a experiência de Israel encarnada. E porque é o Antigo Testamento vivo, é também aquela que gera o Novo que é Cristo. E já que Maria encarnou em si a Palavra, presente no Antigo Testamento, seu desejo pelo Novo é incessante. A relação dela com Cristo... Lc 2, 19.59... Ela acompanha o Filho em todos os momentos, mesmo que lhe custe dor e sofrimento (Mt 10,38). Maria é capaz de perder tudo para manter-se unida a Jesus (Mt 10,39). E isso é antes amor a Palavra, que é o próprio Cristo encarnado. Ela acompanha Jesus do nascimento à cruz, e posteriormente na Ressurreição e princípio da Igreja, acompanha os Apóstolos até sua Assunção... Sua vida terrena é entrega total e radical à Palavra.
Sejamos como Maria, almejemos a verdadeira Sabedoria, que é a busca da santidade, à entrega a Deus. Subamos o Alverne, imitemos a Santíssima Virgem!

EXAME DE CONSCIÊNCIA:
1.     Como tenho vivido a relação com a Palavra que nos ensina a Dei Verbum[21]: “A Igreja sempre venerou a divina Palavra, da mesma forma como o próprio corpo do Senhor.”, tenho dado a ela a devida dignidade?
2.     Reconheço a infinitude de cada fragmento da Palavra, sendo ela vinda do próprio Deus, ou tenho costume de considerar-me já conhecedor o suficiente?
3.     Tenho real compromisso com a Palavra do dia (na Liturgia da Missa e Lectio Divina) e das horas (Liturgia das Horas), como verdadeira oração, no qual me deixo moldar pelo Senhor?
4.     Volto sempre que necessário à Palavra meditada no dia, como a própria regra para o meu dia, pela qual o Senhor me santifica?

Sejamos Santos!
Venha o Reino de Deus, venha a nós por Maria!
Abraço, Pedro Píccoli.


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Pedro Henrique, está no Seminário Diocesano de Petrópolis, cursando o 2o período de Filosofia na UCP, e é  membro consagrado da Comunidade Ostensório Vivo.

terça-feira, 14 de agosto de 2012

VOCÊ CONHECE A QUARESMA DE SÃO MIGUEL ?



Histórico da Quaresma de São Miguel Arcanjo


Uma tradição franciscana, a Quaresma a São Miguel Arcanjo é um tempo especial de oração e penitência...


São Francisco foi um santo que, na sua vida mortal procurava nutrir muito sua alma, para não esfriar o seu amor por Jesus, com um espírito de oração e sacrifício muito grande. Para tanto, ele realizava, por ano, três quaresmas, além de um outro período de jejum e oração em honra da Mãe de Deus, pela qual tinha um doce e especial amor, que ia da festa de São Pedro e São Paulo Apóstolos à festa da Assunção de Nossa Senhora. Foi de um modo muito especial que, na Quaresma de São Miguel Arcanjo, Deus coroou Francisco de graças abundantes, dentre elas a de marcá-lo em seu corpo, pelo profundo desejo de imitar ao seu Filho Jesus Cristo, com os sinais de sua Paixão. Todas essas quaresmas eram realizadas no Monte Alverne. (Alverne: “verna” vem de “vernare”, verbo utilizado por Dante e que significa “fazer frio”; gela.)

São Boaventura diz em sua Legenda Maior em seu capítulo 9, parágrafo 3 dos escritos biográficos de São Francisco: “Um vínculo de amor indissolúvel unia-o aos anjos cujo maravilhoso ardor o punha em êxtase diante de Deus e inflamava as almas dos eleitos”. Por devoção aos anjos, celebrava uma quaresma de jejuns e orações durante os quarenta dias que seguem a Assunção da Santíssima Virgem Maria.

São Miguel, sobretudo, a quem cabe o papel de introduzir as almas no paraíso, era objetivo de uma devoção especial, em razão do desejo que tinha o santo de salvar a todos os homens. Era do conhecimento de Francisco a autoridade e o auxílio que o Arcanjo Miguel tem em exercício das almas, em salvá-las no último instante da vida e o poder de ir ao purgatório retirá-las de lá.

Esse era o principal motivo pelo qual Francisco realizava sua quaresma e isso nos é relatado na legenda Terusina no número 93 de sua biografia, na qual o santo vai dizer, no ano de 1224, ano em visita ao eremitério: “Para honra de Deus, da bem-aventurada Virgem Maria e de São Miguel, Príncipe dos Anjos e das almas, quero fazer aqui uma quaresma”.

(...) Quando o verdadeiro amor transformou o amigo de Cristo na semelhança daquele que ele amava, terminado os quarenta dias previstos no monte e na solidão, chegou a festa de São Miguel; e Francisco, homem evangélico, desceu do monte, trazendo a imagem do crucificado, não esculpida em tábuas de pedra ou de madeira pela mão de algum artifício, mas reproduzida em sua própria carne pelo dedo do Deus Vivo.

Francisco, para não se igualar a Jesus, que ficou quarenta dias e quarenta noites em jejum total, come ao final destes dias um pedaço de pão e bebe água, pois se achava indigno de se igualar a Jesus.

Acesse a Quaresma clicando na imagem abaixo:





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Fonte: Canção Nova

terça-feira, 7 de agosto de 2012

Mês Vocacional - Abra o seu coração!


Estamos iniciando o mês vocacional e quando ouvimos a palavra vocação percebemos que é necessário saber o que Deus quer pra nossa vida. É este o primeiro ponto: o que Deus quer e não o que nós queremos, nesta realidade se pode pensar o pior: que fazer a vontade de Deus e viver todo o tempo fazendo algo que não queremos e por conseqüência permanecendo na infelicidade.

O mundo vê nossa Igreja como uma forma de crueldade onde muitas pessoas são obrigadas a viverem a castidade, a namorarem sem ter relações sexuais algumas não podem casar-se. Como pode?

A grande verdade é que feliz só é quem faz a vontade de Deus. Sim, a realização que o coração do homem tanto anseia, tanto busca em lugares errados está justamente na vontade de Deus e aquele que responde com generosidade a vocação a que foi chamado pode tocar o céu como diz uma música do Missionário Shalom “O coração ancorado no céu já está”.

Será que nosso coração já esta ancorado no céu? Será que já podemos dar nosso sim com liberdade ao contrário do que o mundo vê? Primeiramente é preciso escutar o que Deus quer de nós hoje, porque muitas vezes querendo discernir nossa vocação, mas nos perdemos olhando o futuro. A solução é nos lançarmos em Deus deixando que Ele faça. Quanto maior é o abandono maior será a Graça.

Façamos como os santos que se lançaram em Deus, que foram fiéis, que se despojaram de sua vontade para abraçar a de Deus.

Todos nós somos chamados à santidade. Não existe melhor vocação, todas exigem abandono, muitos são os desafios, os que precisam constituir família precisam ensinar ao mundo o que é ser família de verdade. Os que são chamados a uma consagração total devem se doar ao reino também abandonados em Deus para que os estímulos à impureza oferecidos pelo mundo não os impeça de viver a fidelidade.

Sobretudo amados! Rezemos pelos nossos sacerdotes, por nossas congregações, comunidades novas, pelos que se dizem Católicos pra que o sejam de fato.

Sejamos de Deus, busquemos auxílio espiritual das pessoas que o Senhor colocar em nossos caminhos e comecemos desde já a tocar no céu com nosso coração lá ancorado.


Que a Virgem Santíssima nossa Mestra que deixou Deus fazer nos ensine a deixar que Ele faça em nós!

Com orações, Luana O.V

BOTE FÉ VOCACIONAL


terça-feira, 12 de junho de 2012

Namorar ou "Ficar" no dia dos Namorados?!


O que é namorar?

Namoro é um tempo onde um homem e uma mulher buscam o conhecimento um do outro e discernem juntos o estado de vida que pretendem seguir, lembrando que para tomar a decisão de namorar alguém, deve ser feito um grande discernimento também, pois a escolha de seu(a) namorado(a) também tem que ser bem feita.
O namoro é dito como um tempo de preparação para o casamento, pois é no namoro que iremos descobrir se é a vontade de Deus que sigamos nesta perspectiva do matrimônio ou não. Já que nem todos são chamados a esta vocação.
Há eunucos que nasceram assim do ventre materno. E há eunucos que foram feitos eunucos pelos homens. E há eunucos que se fizeram eunucos por causa do Reino dos Céus. Quem tiver capacidade para compreender compreenda (Mt 19,12). 

Como estou namorando?
No namoro é importante que saibamos que ainda não podemos nos comportar como casados, pois o que é feito para o casamento deve ser vivido dentro dele e não fora, pois além de acarretar falta grave para Deus, tais faltas podem trazer consequências que o casal não estará preparado para vivenciar, já que o namoro é um tempo em que ainda estamos nos preparando para o casamento, logo não estamos ainda preparados para viver certas coisas. Vale ressaltar também, que ao namorar devemos nos preocupar em viver santamente a castidade da continência, e lembrando que para viver esta castidade precisamos estar atentos na origem dos males em um namoro. As ocasiões de queda numa relação começam com as brechas que vamos abrindo, elas começam a aparecer quando usamos roupas sensuais ou decotadas para ir ao encontro do namorado, quando se prefere namorar em lugares vazios ou escuros, e por aí começa: mão aqui, mão ali, menos roupa aqui, camisinha no bolso e por aí já da para imaginar como um relacionamento assim pega fogo. Fogo este que te afasta de Deus e te leva para o inferno, onde este tipo de fogo é bem vindo. Se comparássemos um namoro com um carro, diria que deveríamos ser um carro que anda na velocidade certa, respeitando as placas de trânsito para melhoria no transito e o semáforo para não avançar o sinal, porque se não estará infringindo a lei. O mesmo se enquadra para o namoro, pois quando queremos avançar no namoro, estamos indo contra a lei de Deus que diz: Não pecar contra a castidade (Cf. Ex. 20, 14).
Aquele que quer permanecer fiel às promessas do Batismo e resistir às tentações empenhar-se-á em usar os meios: o conhecimento de si, a prática de uma ascese adaptada às situações em que se encontra, a obediência aos mandamentos divinos, a prática das virtudes morais e a fidelidade à oração. "A castidade nos recompõe, reconduzindo-nos a esta unidade que tínhamos perdido quando nos dispersamos na multiplicidade." (Cf. Mt 5, 37). (CIC 2340)

Somos diferentes um do outro...
Cada um dos dois sexos é, com igual dignidade, embora de maneira diferente, imagem do poder e da ternura de Deus. (CIC 2335). Logo querer que o outro tenha maneiras iguais as nossas não é cabível. É preciso aceitar o outro da maneira que ele é, e está disposto a amá-lo assim, pois podemos ter a tentação de querer tudo do jeito que  gostaríamos e aí está um grande problema para se chegar à felicidade, pois a verdadeira felicidade consiste em fazer o outro feliz. Por isso num relacionamento é preciso está aberto sempre ao diálogo, não se encontrar só para beijar beijar e beijar, é preciso ouvir o outro, entendê-lo para fazê-lo feliz. É preciso conversar para resolver os problemas, pois resolver os problemas com brigas podem acabar por ferir um ao outro com palavras. E o principal, que deve estar em primeiro lugar num relacionamento é a oração, pois sem oração não conseguiremos vencer as tentações que são postas pelo inimigo em um namoro. Sem oração a queda é certa. Num namoro cristão, não pode namorar sem Deus, por isso não deve esquecer-se da oração, pois é através dela que nos relacionamos com Deus, é necessário se habituar a estar na presença de Deus. Pois com Ele nós permanecemos na santidade e longe Dele podemos perdê-la.

E o “ficar”?

Ficar, pegar, peguete, rolo, são palavras usadas quando um jovem sai com uma jovem e se beijam, podendo até passar dos beijos e terem relações sexuais, e depois vai cada um pro seu lado. Por mais ingênuo que tenha sido este “ficar”, digo que foi fuga de um compromisso sério, pois quando não queremos nada sério com ninguém é assim que fazemos, usamos e depois descartamos. Muitos jovens se utilizam deste termo “ficar” para dar inicio a um namoro, pois muitos inclusive cristãos usam este critério para começar a namorar, dizendo que se gostam e então aconteceu: “ficamos”. Mas quem disse que “ficar” é critério para começar um namoro? Jovens para começar um namoro, não precisam começar de uma maneira descompromissada, pois o namoro requer totalmente o contrário que é compromisso. É preciso mudar o nosso modo de pensar sobre isto, se queres ter um relacionamento sério com alguém, comece partindo deste principio de seriedade e não do principio de “ficar” que não te leva a sério. Para começar um namoro sério comece com um discernimento pessoal sobre tal decisão que pretende tomar, depois marque encontros para conversar, para conhecer a pessoa que queira namorar e se os dois mostrarem interesse um pelo outro então comecem a discernir juntos esta vontade de namorar, e aí sim, seja uma pessoa romântica, séria, criativa e bole uma maneira para pedir a(o) amada(o) em namoro ao invés de “ficar”.
Eu sei que nem todos os relacionamentos dão certo, mas o motivo disto acontecer não é porque você não “ficou”, por que não avançou o sinal, por que você não fez a vontade do seu namorado(a), o motivo é por que a sua escolha não foi a escolha de Deus, então que possamos tomar cuidado para não tentarmos com as nossas próprias ações que se faça dar certo um relacionamento, pois podemos com isto mergulhar num lamaçal de erros, no qual não sairemos dele enquanto não findar este relacionamento que não é da vontade de Deus. Por isso não esqueçamos de que é Deus que escolhe o(a) seu(a) namorado(a), você só precisa encontrar com o(a) sortudo(a) que Deus já escolheu para você. Que não é apenas pelas nossas ações que o namoro tende a dar certo, mas sim pelas ações de Deus também, por isso busque no namoro estar com Deus, rezando junto, indo à missa juntos, participando de encontros da Igreja para receber uma formação sobre a vivência da castidade.

Pensar no futuro...
Um casal de namorados que não suscita dentro de si o desejo de se casar, não devem permanecer juntos, pois não faz sentido continuar namorando se não existe este desejo. Não podemos usar o outro apenas para satisfazer os desejos humanos, pois o nosso desejo deve ser canalizado para Deus, e isto significa dizer que tudo que façamos precisa ter um fim último que é Deus. Namorar e não pensar que este namoro deve ter uma intenção de se casar, não é um namoro canalizado para a vontade de Deus, isto sem contar se de fato é vontade de Deus essa vocação pra você. Mas, caso tenha esta vocação matrimonial é preciso que a canalize para este fim.
Que a exemplo de Maria que é Mãe, Virgem e Esposa possamos realizar a vontade de Deus assim como ela fez.
Rogai por nós Santa Mãe de Deus,
Para que sejamos dignos das promessas de Cristo. Amém

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Kamila Aguiar e Victor Fontoura, são membros consagrados da Comunidade Ostensório Vivo. Iniciaram o namoro no dia 13 de maio de 2007 (dia de Nossa Senhora de Fátima), no dia 1º de Janeiro de 2012 (dia de Nossa Senhora Mãe de Deus) Victor à pediu em noivado na presença dos seus irmãos de comunidade e no dia 13 de maio de 2012 (dia de Nossa Senhora de Fátima),  oficializaram seu noivado com uma cerimonia familiar.

segunda-feira, 4 de junho de 2012

Corpus Christi, Ele vem até nós!


Olá amado povo de Deus!


Na próxima quinta-feira estaremos celebrando a Solenidade de Corpus Christi que acontece na Igreja desde o século XIII ¹

E o que isso significa?
Significa que um Deus apaixonado por nós, que se deu todo por AMOR e se faz presente no meio de nós através do Sacramento da Eucaristia ostentado, vai às ruas para ser adorado, para distribuir muitas Graças, para renovar nossa fé.

Paremos para meditar diante desta prova de amor que é este Sacramento.
Ao longo da vida de Cristo vemos que em tudo o Divino Salvador transbordava amor, seu olhar curava há muitos...

Contemple por um instante esse olhar... Sim! Porque só ele bastava para que muitas vidas fossem completamente transformadas, mas Ele foi além e a muitos que não quiseram olhar, Ele olhou, Ele curou, Ele com um leve toque levantou os olhares prostradas que logo se rendiam em Adoração e deixavam-se ser olhados, amados profundamente.

Já imaginou? Deus Olhando nos seus olhos?
Se não imaginou não precisa, pois é algo real, basta visitá-lo no Sacramento do Altar. Ele esta presente em nossas Igrejas nos tabernáculos esperando para olhar da mesma forma que fez onde passou com esse olhar que cativou a tantos e que hoje quer nos atrair, que hoje nos atrai!

Neste dia vamos preparar os tapetes para o nosso Amado Salvador passar e com Ele vamos nós, pois onde Ele estiver nós também queremos estar (cf Jo 12, 26). Em louvor vamos às ruas!

Não sei se você tem o hábito de Adorar o Senhor, se seu coração anseia e você se prepara para poder ser um com Ele através da Sagrada Comunhão. Não sei.
Mas sei que o Rei estará nas ruas mais uma vez gritando: “-Eu te amo!” Enquanto o seu coração se estiver aberto, perceberá a necessidade de se render a esse amor!

Faço-te o convite ainda que você já tenha feito a experiência, deixe-se ser olhado e entenda que é muito mais do que um simples olhar... que esta experiência seja constante em sua vida para que o olhar d’Ele em ti permita que seu coração contemple e aceite com docilidade a vontade do Pai inflamado pelo Espírito.

Nós somos teus Senhor, Amado Salvador!
A Ti o nosso Louvor e Gratidão e nosso desejo de sermos verdadeiros adoradores, não só nesta celebração, mas em todos os dias de nossa vida! Queremos que Tu olhes no mais íntimo de nós.

Virgem Santíssima, aprendendo contigo que foi o primeiro Ostensório Vivo e é exemplo de Adoração pra nós queremos render a nossa vida e adorar Teu filho com tudo o que temos e somos para que nossa adoração gere muitos frutos, para que contemplando teu filho nos despojemos a tal ponto que seja Ele a viver em nós.
Assim Seja!

Com orações, Luana O.V



¹Fonte:http://www.cancaonova.com/portal/canais/eventos/novoeventos/cobertura.php?tit=A+festa+de+Corpus+Christi&cod=100&sob=430





Luana é virgem consagrada da Comunidade Católica Ostensório Vivo e estudante de Psicologia na Universidade Católica de Petrópolis